06 de Enero de 2009 Cyttaria darwinii
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CONVITE

A Comissão Organizadora tem o prazer em convidar Vossa Senhoria para o VI Congresso Latino-americano de Micologia (VI CLAM), que acontecerá de 10 a 13 de novembro de 2008, em Mar del Plata, Argentina.

Com muito orgulho, fomos designados responsáveis pela organização deste evento que, a cada três anos, congrega os micólogos latino-americanos. Devemos destacar que, nesta grande tarefa, estamos respaldados por micólogos de outras regiões do mundo, interessados nos fungos da América Latina e nos estudos realizados pelos nossos pesquisadores.

Agradecemos a todos que, de forma pessoal ou na condição de representantes de diferentes Instituições, nos oferecem sua valiosa colaboração no bom desenvolvimento deste evento.

A organização deste Congresso é formada pela parceria entre a ALM e a Associação Micológica Carlos Spegazzini, presididas pelo Dr. Daniel Cabral e a Dra. Andrea Irene Romero, respectivamente.

Renderemos homenagens ao renomado micólogo Carlos L. Spegazzini, que foi o pai da micologia Argentina e em outros países da América do Sul. Estão em nossa memória aqueles mestres que formaram, através de muitos anos de docência e pesquisa, a maior parte das gerações de micólogos latino-americanos atuais.

Convidamos como Presidentes Honorários do VI Congresso Latino-americano de Micologia, as doutoras Irma Gamundí de Amos e Blanca C. de Bracalenti, reconhecendo neste ato suas inestimáveis contribuições à micologia Argentina e Internacional, assim como sua condição humana e sua constante vocação de construir e ensinar em todas as instâncias e lugares onde atuaram.

Consideramos que o VI CLAM tem como tema, “O desafio da Biotecnologia e a conservação da Biodiversidade”.

Há, possivelmente, mais de 3.000 anos a.C., quando os organismos vivos, as leveduras em particular, foram utilizados pelo homem pela primeira vez em um processo tecnológico. Os fungos têm constituído um importante meio para sobrevivência do ser humano e progresso da sociedade. Não obstante, o século XXI apresenta aos micólogos um novo e importante desafio tecnológico, para responder às necessidades cada vez mais urgentes da sociedade. Os fungos representam uma das mais valiosas ferramentas para sua aplicação em áreas tão diversas e fundamentais como a saúde, a agricultura, a alimentação e a indústria. Seu estudo, em seus diversos aspectos, é indispensável para alcançar esse objetivo.

Por outro lado, a diversidade a nível genético, específico e populacional, representa a base do funcionamento de comunidades e ecossistemas. Sem ela, os processos de bio-degradação estariam afetados em diversos aspectos. O desaparecimento ou diminuição do número de algumas espécies, ou a diversidade intra-específica no ecossistema, comprometeria a possibilidade de degradação de determinadas moléculas ou o tempo para sua hidrólise completa.

Se aceitarmos que resta por descobrir quase um milhão e meio de espécies fúngicas, os estudos taxonômicos e filogenéticos, o descobrimento de novas espécies, variedades ou raças, o seu estudo bioquímico para, por exemplo, o descobrimento de novos compostos biologicamente ativos, entre outros, constituem uma prioridade e são as ferramentas primárias para a conservação da biodiversidade e seu uso sustentável.
Se a diversidade biológica representa um valor ecológico, seu valor econômico e social também é considerado crescente. O desenvolvimento biotecnológico em qualquer das áreas mencionadas anteriormente, saúde, alimentação, agrícola ou indústria, tem uma relação direta com o conhecimento da diversidade biológica dos fungos. Cada organismo, pertencente a diferentes ou a mesma espécie, tem características que o tornam único: diversidade da atividade enzimática; do desenvolvimento somático e reprodutivo; do tipo, produção e atividade dos metabólitos secundários, etc. Sem o conhecimento desta biodiversidade é quase impossível desenvolver processos biotecnológicos eficientes.

Por isto, consideramos prioridade estes aspectos do estudo dos fungos, que estão relacionados a sua utilização, por um lado, e a conservação da biodiversidade dos recursos genéticos fúngicos por outro. Ambas as atividades, muitas vezes, parecem contrapostas, já que são e devem ser complementares. A biotecnologia não pode se desenvolver adequadamente sem a existência de uma importante diversidade de organismos, únicos portadores dos genes. Por outro lado, não podemos ignorar as necessidades biotecnológicas da sociedade. Neste triângulo, composto pelo homem, a biodiversidade e a biotecnologia, estão intimamente relacionados e necessitam um do outro.

Compete ao homem buscar o equilíbrio, com uma visão ampla e uma ação concreta, que inclua o progresso da sociedade sem menosprezar a biodiversidade.

Comissão Organizadora

Dr. Daniel Cabral



 
   
Asociación Latinoamericana de Micología